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A Petrobras anunciou um novo aumento no preço do querosene de aviação (QAV), encarecendo o combustível em 13,9%, em média, nas refinarias brasileiras a partir desta terça-feira (1º). A elevação foi impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, que afetaram severamente a logística global do setor petrolífero.
Com essa mudança, o insumo passa a custar cerca de R$ 0,68 a mais por litro, com valores variando de R$ 5,44 a R$ 5,70 nas refinarias. A maior variação ocorreu em São Luís, com alta de 14,34%, enquanto Canoas (RS) registrou o menor índice, de 13,51%.
Os reajustes do QAV são previstos em contrato e ocorrem mensalmente no primeiro dia de cada mês. O produto é fundamental para o setor de transportes, alimentando turbinas de aviões e helicópteros em todo o país.
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível representa aproximadamente 30% das despesas operacionais das companhias aéreas no Brasil, impactando diretamente o caixa das empresas.
Impacto dos conflitos geopolíticos
Desde o início do ano, o valor acumulado do insumo já subiu 53,3%, o que equivale a um acréscimo de R$ 1,94 por litro. A Petrobras apontou que o encarecimento reflete a alta internacional da commodity pelas tensões no Oriente Médio.
Os confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocaram forte instabilidade no Estreito de Ormuz. A rota marítima estratégica era responsável pela passagem de 20% do petróleo mundial, gerando menor oferta e alta nas cotações.
Como o petróleo e seus derivados são commodities negociadas globalmente, o mercado interno brasileiro acompanha os valores do mercado internacional, mesmo o país sendo um grande produtor nacional.
Facilidade no pagamento e oferta garantida
Para mitigar a pressão financeira sobre as empresas de aviação, a Petrobras retomou em setembro a opção de parcelamento. O mecanismo permite que as distribuidoras dividam o aumento recente em até três parcelas mensais.
A estatal reforçou que o preço contratual possui uma fórmula paramétrica que amortece oscilações de curto prazo. Além disso, a companhia assegurou que o volume total de combustível solicitado pelas distribuidoras está plenamente garantido.
Estrutura de comercialização
Após ser produzido ou importado pela Petrobras, o insumo é vendido para as distribuidoras, que fazem a logística e entrega aos consumidores finais em aeroportos ou a revendedores regionais.
Embora a estatal responda por cerca de 85% do mercado de refino nacional do produto, o setor opera em ambiente de livre concorrência, permitindo atuação de outros agentes privados.
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