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Os rodoviários do município do Rio de Janeiro e os representantes das empresas de ônibus não conseguiram chegar a um consenso em sua quarta audiência de conciliação, realizada na quarta-feira (15) no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). A categoria, que permanece em estado de greve, busca um reajuste salarial significativo, enquanto as negociações foram adiadas para a próxima quarta-feira (22), às 11h, para que ambas as partes possam reavaliar as propostas.
Durante o encontro, a proposta dos empresários foi elevada de 4,5% para 5%, um valor considerado insuficiente pelos trabalhadores. Os rodoviários mantêm a reivindicação de um reajuste de 12%, a ser implementado em duas fases: uma parcela em julho e a outra em novembro.
Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, recusou categoricamente a oferta do sindicato patronal, o Rio Ônibus, afirmando ser inviável apresentá-la à base da categoria. Diante do impasse, os rodoviários reiteram a manutenção do estado de greve.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, que presidiu a sessão, enfatizou a necessidade de concessões mútuas por parte dos envolvidos para que se possa alcançar uma solução para o conflito.
Ele ressaltou o papel do Tribunal: "Nossa função aqui, no TRT-RJ, é tentar a negociação ao extremo", declarou o desembargador.
A procuradora Deborah da Silva Félix, do Ministério Público do Trabalho (MPT), também tem participado ativamente das tentativas de mediação para que um acordo seja selado.
Paralisação
A história recente do movimento inclui uma greve iniciada pelos rodoviários do Rio em 29 de junho, que foi suspensa em 2 de julho a pedido do TRT-RJ. Naquele período de paralisação, a população enfrentou grandes dificuldades de deslocamento devido à ausência dos ônibus urbanos.
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